Quem Somos

Fortaleza - Ce, Ceará, Brazil
Somos uma Comunidade que reaviva e assume integralmente a espiritualidade da Renovação Carismática Católica, tendo como missão a evangelização através dos carismas, difundindo a cultura do Pentecostes e testemunhando Jesus Cristo pela força e ação do Espírito Santo (At 1,8).

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010: Conservar a unidade do Espírito no vínculo da Paz

"Meu espírito se compraz em três coisas que têm a aprovação de Deus e dos homens: a união entre os irmãos, o amor entre os parentes e um marido que vive bem com sua mulher". - Eclesiástico 25, 1-2
Vejam que o texto diz que essas três coisas agradam o Senhor. Alegram o Senhor: a união entre os irmãos, o amor entre os parentes e um marido que vive bem com sua mulher. Mas o texto diz também que essas três coisas não apenas agradam e alegram o Senhor, mas também têm a aprovação dos homens.
Na realidade, todos nós ganhamos com a unidade, o amor, o entendimento na família e com as outras pessoas. Deus fica feliz e derrama Suas bênçãos. Nós ficamos felizes e ganhamos as bênçãos do Senhor, e as pessoas que estão à nossa volta também ficam felizes e recebem bênçãos.
Mas, se fosse o contrário, se houvesse raiva e desentendimento, ciúmes, etc., entre irmãos e na família, dos vizinhos e parentes, perderiam todos. Desagradamos a Deus, e fica um ambiente muito ruim. Passamos a perder a confiança nas pessoas, pois ficamos desconfiados o tempo todo de que estejam tramando algo contra, de que estejam falando mal de nós, e perdemos a paz. E isso tudo, com certeza, não traz bênçãos para a nossa vida.
Começamos a erguer muros de divisão ao redor, muros de separação, e, como cristãos que somos, o amor deveria ser a raiz e o alicerce da vida.
Conhecemos aquele texto de Coríntios 13 (2-3), que diz: "Mesmo que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que eu distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria".
Quando há desentendimentos, três problemas normalmente andam juntos: ciúmes, orgulho e teimosia.
As pessoas de Nazaré, que viram Jesus crescer, tinham ciúmes de Jesus, inveja, porque diziam: "Não é ele Jesus, o filho de Maria, o carpinteiro?". No fundo, era como se dissessem: "Quem ele pensa que é para dizer que faz milagres? Que sabedoria é essa que lhe foi dada? Por que não foi dada a nós também?".
Mas, além de ciúme, o orgulho e a teimosia também estão presentes nessa passagem, porque as pessoas não quiseram admitir, por orgulho e teimosia, os sinais da divindade de Jesus.
E diz o texto que naquele lugar Jesus não fez nenhum milagre.
O ciúme, a inveja, o orgulho, a teimosia fazem com que percamos as graças de Deus e com que suas bênçãos não cheguem a nós. Como isso é comum em nossas famílias: ciúmes entre irmãos, ou porque acham que os pais gostam mais de um do que de outro, ou porque um tem mais que o outro, ou por motivos de herança, ou por uma palavra que um irmão, uma irmã, ou mesmo o pai e a mãe, ou um cunhado, cunhada, sogro, sogra, etc. disseram! Quanta raiva, quanto ódio por palavras ditas! E, muitas vezes por coisas que aconteceram e foram mal interpretadas, guardamos ódio pelo resto da vida.
Vejam Caim e Abel. Caim mata Abel por ciúmes, porque ele achava que Deus gostava mais de Abel do que de Caim. Após a morte de Abel, o Senhor disse a Caim: "Onde está o teu irmão Abel?". Caim respondeu: "Não sei! Sou porventura eu o guarda do meu irmão?". E o Senhor disse-lhe: "Que fizeste? Eis que a voz do sangue do teu irmão clama por mim desde a terra. De ora em diante, serás maldito e expulso da terra, que abriu sua boca para beber de tua mão o sangue de teu irmão. Quando a cultivares, ela te negará os seus frutos. E tu serás peregrino e errante sobre a terra" (Gn 4, 9-12).
Quantos casos nós sabemos de ódio em famílias, os quais inclusive terminaram em morte! Tudo por ciúmes. Vejam que, mais uma vez, as bênçãos de Deus não foram dadas a Caim.
Temos também a história de José que, por ciúmes e inveja, foi vendido como escravo por seus irmãos a uma caravana de ismaelitas que estavam indo para o Egito. O resto da história nos mostra como José foi abençoado mais tarde, tornando-se o administrador de todo o Egito, enquanto seus irmãos passavam fome em Israel.
A unidade, o amor e o entendimento entre irmãos, parentes, cônjuges não é uma ‘opção’, mas uma condição para receber as bênçãos de Deus em nossas famílias, lares, igrejas, escritórios, comunidades, país, etc.
O salmo 132 diz:
"Oh, como é bom, como é agradável, para irmãos unidos viverem juntos.
É como um óleo suave derramado sobre a fronte,
e que desce para a barba, a barba de Aarão,
para correr em seguida até a orla de seu manto.
É como o orvalho do Hermon, que desce pela colina de Sião;
por ali derrama o Senhor a vida e uma bênção eterna".
No Antigo Testamento, quando este salmo foi escrito por Davi, o óleo era símbolo do Espírito Santo. Derramar óleo sobre a cabeça de uma pessoa simboliza que ela está recebendo a unção do Espírito Santo. Temos também nesse salmo a imagem do monte Hermon, dizendo que a harmonia entre irmãos é como o orvalho descendo pelo Hermon. O que significa aqui ‘orvalho’? Significa um frescor matinal, algo bom, refrescante, sendo derramado sobre solo sequioso, sobre clima quente e seco, que causa mal estar às pessoas.
A harmonia entre irmãos é o Espírito Santo sobre nós, ungindo-nos, abençoando-nos. É como algo refrescante nos dando uma sensação de bem-estar, de alívio, de frescor. Vejamos o último versículo do Salmo 132: "por ali derrama o Senhor a vida e uma bênção eterna". E nas famílias que se dão bem, nas comunidades que se dão bem, nos colegas de trabalho que se dão bem, nos vizinhos que se dão bem, que o Senhor derrama a vida e uma bênção eterna.
Alguns podem se justificar, dizendo: "Ah, mas tu não conheces o meu vizinho", ou "Tu não sabes o que o meu irmão me fez", ou "Não consigo esquecer o que a minha cunhada me disse", ou "O meu pai deu tudo para ele e nada para mim" e assim por diante.
É claro que essas coisas acontecem, porque fazem parte da vida. Devemos, sim, é nos lembrar de que as pessoas são diferentes umas das outras: umas são mal-humoradas, outras fechadas, outras teimosas, outras insensíveis, outras não possuem bons modos e começam a falar tudo que se passa em suas mentes. Mas a Bíblia diz que somos todos irmãos e irmãs em Cristo. E de que adianta querermos ser cristãos se não nos tratamos como irmãos e irmãs em Cristo? Se praticamos os mandamentos (não roubar, não matar, não cobiçar a mulher do próximo etc.), mas deixamos Jesus fora de nossos relacionamentos sociais? É claro que as coisas não são sempre fáceis, e que nossos relacionamentos não são sempre perfeitos. Mas temos que nos esforçar, fazer a nossa parte para que Jesus esteja presente em cada um de nossos relacionamentos e para que o que Ele nos ensinou e nos ensina seja colocado em prática em cada vivência.
O apóstolo Paulo disse: "Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz" (Ef 4, 3). Outra versão da Bíblia diz: "Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz". Unidade é responsabilidade nossa, de cada um. Minha e tua, e não só do outro. Se ele errou, eu, como cristão, tenho a responsabilidade de fazer de tudo para restabelecer a unidade com aquele irmão, para que dessa forma haja paz.
Só há paz se existe harmonia entre irmãos, vizinhos, maridos, cônjuges, nações.
Aproveite que um novo ano vai se iniciar. Pare, analise, questione-se e reflita como anda sua vida no que tange a unidade consigo e com o próximo.
Estamos nos esforçando, como cristãos, para buscar e manter essa unidade?
Os casais estão se esforçando para viver bem e em harmonia, para se perdoar e se amar?
Os irmãos e irmãs estão se esforçando para buscar o perdão e a reconciliação?
Estamos colocando Jesus em nossos relacionamentos sociais, familiares, profissionais, ou O deixamos de fora?
Autora: Sueli Tronco - Caxias do Sul/RS

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Conheça o projeto EU AMO A RCC

Amar a RCC é uma consequência natural para quem entende que ela é obra do Senhor. Deus desejou para a sua Igreja a existência da Renovação Carismática. Nosso movimento é uma “estratégia de Deus” e não de homens. Constatar isso faz com que a amemos ainda mais!
A Renovação Carismática Católica tem anunciado o nome de Jesus pelo mundo inteiro e tem exaltado seu Senhorio. Esta é a nossa missão, razão de existirmos. Uma vocação que ficou ainda mais fortalecida no último Encontro Nacional de Formação. Nossos líderes saíram de Luziânia/GO, com o ânimo renovado, dispostos a levar o nome do Senhor às mais diferentes realidades.
Mas nosso movimento tem um potencial evangelizador ainda não vivido plenamente. Temos tanto ainda por fazer! E, às vezes, não odemos avançar por falta de recursos. Muitos coordenadores gostariam de trabalhar ainda mais em prol da evangelização, mas não podem porque enfrentam dificuldades financeiras, até mesmo, para a realização de atividades básicas.

UM DESAFIO PARA TODOS NÓS
E quem pode mudar isso? De quem é a responsabilidade? É nossa, de todos que fazemos parte da Renovação Carismática Católica e que a amamos. Somos nós que devemos garantir os trabalhos de evangelização da RCC. É por isso que estamos fazendo uma grande mobilização em todo Brasil. É um momento de unirmos forças. Momento de aderirmos ao Projeto Eu Amo a RCC! Esse Projeto foi apresentado durante o Encontro Nacional de Formação e, imediatamente, aceito por nossas lideranças. No texto, a seguir, o diretor executivo do Escritório Nacional da RCC, Márcio Zolin, nos explica qual a proposta deste Projeto.
Irmãos,
“Não temos outro tesouro a não ser este. Não temos outra felicidade nem outra prioridade senão a de sermos instrumentos do Espírito de Deus na Igreja, para que Jesus Cristo seja encontrado, seguido, amado, adorado e anunciado a todos, não obstante todas as dificuldades e resistências. Este é o melhor serviço – o seu serviço! – que a Igreja deve oferecer às pessoas e nações” (Doc. de Aparecida, n. 14).
Palavras que abrasam nossos corações carismáticos, afinal, como expressão eclesial, a RCC tem sido um grande instrumento de Deus para a evangelização nos tempos atuais, levando a Cultura de Pentecostes através de todos aqueles que experimentaram o Batismo no Espírito Santo e tiveram suas vidas transformadas.
E quem vive essa graça quer espalhá-la. Sente-se impulsionado, na força do Espírito, à missão. Podemos comprovar isso em diversos lugares do mundo: o anseio dos participantes da RCC em fazer com que Jesus Cristo seja conhecido e amado os leva a evangelizar de diferentes formas.
Temos trabalhos direcionados à juventude em todo o mundo; estamos presentes no meio universitário; desenvolvemos atividades de evangelização voltadas às crianças. Aqui no Brasil, a cada ano, se consolida a evangelização nas férias, através do Projeto Jesus no Litoral. Temos missionários na Amazônia, na Ilha do Marajó. Nesse lugar, de grande miséria, onde a injustiça social impera, estamos presentes para implantar a cultura de Pentecostes, através do serviço aos pequeninos do Senhor. Em várias cidades do Brasil, muitos membros de nosso movimento estão comprometidos com atividades de promoção humana. Nos Estados Unidos, existem comunidades carismáticas de língua portuguesa. Organizamos eventos locais e nacionais de evangelização. Dispomos de materiais de formação produzidos por nós. Temos programas de rádios, televisão, na internet. Trabalhos feitos para evangelizar!

Leia mais: http://www.rccbrasil.org.br/projeto-eu-amo-a-rcc.php