Quem Somos

Fortaleza - Ce, Ceará, Brazil
Somos uma Comunidade que reaviva e assume integralmente a espiritualidade da Renovação Carismática Católica, tendo como missão a evangelização através dos carismas, difundindo a cultura do Pentecostes e testemunhando Jesus Cristo pela força e ação do Espírito Santo (At 1,8).

domingo, 27 de maio de 2012

Vigília de Pentecostes


O Espírito Santo foi derramado sobre os que estavam reunidos na paróquia Imaculada Conceição.
Realizou-se no último sábado (26), a vigília de pentecostes na paróquia Imaculada Conceição, no bairro João XXIII. Participaram desse momento os grupos ligados à igreja: Iesus, Samaritano, Crisma, Teatro Parresia, Obra Lúmen, Coroinhas, Liturgia, Terço dos homens, Encontro de Casais com Cristo (ECC), Encontros de Jovens com Cristo (EJC), Comunidade Nova Unção, entre outros.
 Iniciou às 22hs com ofício de Nossa Senhora e a leitura do evangelho, após aconteceu um momento de reflexão, seguido de uma dança para que os que estavam participando pudessem se preparar para a apresentação dos setes dons do Espírito Santo (Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus).
Já na madrugada houve um momento de oração e louvor, com participação de Rafhael Campos, membro do vocacionado da Canção Nova, em seguida a oração do terço mariano que serviu de preparo para adoração ao Santíssimo Sacramento, ministrada por Valdenir Ramos (coordenador da comunidade Nova Unção).
 Depois desse momento, os participantes puderam louvar a Deus, com a ajuda do coordenador da juventude na paróquia, no qual o Senhor derramou muitas curas e graças aos presentes. A vigília se encerrou no domingo (27) às 4:30hs, com a Santa Missa, presidida pelo pároco padre João. 

 Marylen Pereira- MCS Nova Unção

domingo, 15 de abril de 2012

Um pouco da história de Santa faustina

O século XX foi um dos períodos mais contraditórios da história humana. De um lado, grandes avanços nos mais variados campos do saber (biologia, física, tecnologia etc.); a Igreja Católica, por sua vez, viveria uma nova primavera em diversos âmbitos (bíblico, litúrgico, pastoral etc.). Por outro lado, deparamo-nos com o crescimento do agnosticismo e a proliferação das seitas; com enormes atrocidades, de proporções quase universais; milhões e milhões foram brutalmente dizimados em dezenas de guerras, bem como em carestias, pestes e catástrofes, em parte frutos da ganância e arrogância de alguns poucos.
Ao mesmo tempo, é o século de cristãos de grande envergadura, como os Papas S. Pio X, o Beato João XXIII e o Servo de Deus João Paulo II, S. Gemma Galgani e Madre Teresa de Calcutá, os santos Padres Pio e Maximiliano Kolbe, ou como os pastorinhos de Fátima. É o século outrossim de uma das maiores místicas da história do cristianismo, Santa Faustina Kowalska. Mística pois deixou-se invadir pelo mistério do amor divino, no dia a dia de uma vida escondida e laboriosa. A partir dela nasce uma nova espiritualidade, centrada na Divina Misericórdia. Eis em breves linhas um pouco da sua vida.

Origens

Faustina nasceu na aldeia de Glogowiec, distrito de Turek, prefeitura de Poznan (atualmente Swinice Warckie, principado de Konin), na Polônia, no dia 25/08/1905. Naquela época a Polônia estava sob o domínio russo. Ela é a terceira de dez filhos do casal Estanislau Kowalska e Mariana Babel, que cuidam de 5 hectares de terra (e 3 vacas!). As duas primeiras gravidezes foram muito cansativas; por isso, a terceira foi esperada com preocupação, mas tudo correu bem.
Dois dias depois do nascimento a menina foi batizada, na paróquia de Swinice Warckie (dedicada a S. Casimiro), com o nome de Helena Kowalska. Deus os abençoou com outros sete filhos. “A Helena, minha filha abençoada, santificou o meu ventre”, dirá a mãe após a sua morte. Sabemos bem pouco acerca das origens desta futura santa. As principais fontes são o seu Diário e o relato de algumas testemunhas.
Por exemplo, a sua casa, com paredes de pedra e poucos móveis, é composta por 2 divisões, separadas por um corredor. O pavimento é de terra e as paredes não são rebocadas nem caiadas. A mãe faz queijo com grande perfeição. Todas as noites rezam o terço e dão graças por tudo o que têm.
Seu pai, Estanislau, lavrador e carpinteiro, era muito piedoso. Freqüentava sempre as Missas dominicais e cantava todos os dias o ofício da Imaculada Conceição, bem como o hino matinal. Na Quaresma, cantava as lamentações da Paixão. Era muito exigente com os filhos, e por isso Helena desde os 9 anos ajuda nos serviços da casa – debulhando o trigo, levando as vacas para o pasto e ajudando na cozinha. A mãe era uma boa mulher, muito dedicada e trabalhadora, particularmente sensível com os pobres. Assim se vai moldando o caráter de Helena (Dr. H. W.,Irmã Faustina. Apóstola da Divina Misericórdia, Loyola, S. Paulo, 1983, p. 30).

Vocação

A vida espiritual de Helena começara cedo. Em seu Diário escreve: “Quando eu tinha sete anos ouvi pela primeira vez a voz de Deus na minha alma”. Depois da preparação recebida do Pároco, Pe. Romano Pawlowski, em 1914 faz a Primeira Comunhão, momento que muito lhe marcou: “Eu estou contente porque Jesus veio ter comigo e agora posso caminhar com Ele”. A oração se torna mais assídua e fervorosa. A mãe a encontrou várias vezes ajoelhada no chão, principalmente de noite. Helena lhe explicava: “tenho certeza de que é o meu Anjo que me acorda”.
Os pais não aceitam facilmente a vocação da filha Helena. Em 1920 e 1922 a jovem lhes pede permissão para entrar no convento, mas os pais o recusam. Não possuem recursos para lhe dar o dote necessário, estão mergulhados em dívidas – e, acima de tudo, estão muito ligados à filha. Neste período recebeu o sacramento da Crisma, em Aleksandrów (1921). De modo especial a adolescente escuta com atenção as homilias dominicais, repetindo-as durante a semana, e também a leitura da Bíblia feita pelo seu pai, que mantém em casa uma pequena biblioteca.
Com dificuldades Helena iniciou os seus estudos (1917). É obrigada a interrompê-los a fim de poder trabalhar como empregada doméstica. Aos 14 anos disse à mãe: “Papai trabalha muito e eu não tenho com que me vestir aos domingos; sou a mais mal-apresentada de todas as moças. Irei trabalhar para ganhar alguma coisa”. O desejo de se consagrar totalmente a Deus lhe acompanha, mas, ante as dificuldades, por um tempo Helena desiste da idéia. Entrega-se, então, à “vaidade da vida”, aos “passatempos”, como anos depois escreveria em seu Diário.
Deus, porém, não volta atrás. Estando um dia num baile com sua irmã, uma visão de Cristo Sofredor interpela a jovem Helena: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?” (Diário, 9). Decide entrar no convento. Bateu em várias portas até ser acolhida no dia 1º/08/1925 na clausura do convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, em Varsóvia. Foi tentada a deixar essa comunidade várias vezes, mas Jesus lhe apareceu e exortou: “Chamei-te para este e não para outro lugar e preparei muitas graças para ti” (D. 19).

Revelações

Dentro da Congregação Helena recebeu o hábito e o nome de Irmã Maria Faustina, em 1926. Dois anos depois faria a primeira profissão dos votos religiosos. Em sua vida exterior nada deixava transparecer da sua profunda vida espiritual, que haveria de incluir as graças extraordinárias da contemplação infusa, o conhecimento da misericórdia divina, visões, aspirações, estigmas escondidos, o dom da profecia e discernimento, e o raro dom dos esponsais místicos (D. 1056). Com humildade exerceu as funções de cozinheira, jardineira e até de porteira. Cumpria fielmente as regras de sua comunidade, em espírito de recolhimento mas sem nenhum desequilíbrio, deixando ao mesmo tempo transparecer serenidade e benevolência. Um sonho a movia – viver plenamente o mandamento do amor:
Ó meu Jesus, Vós sabeis que desde os meus mais tenros anos eu desejava tornar-me uma grande santa, isto é, desejava amar-Vos com um amor tão grande com que até então nenhuma alma Vos tinha amado” (D. 1372).

O Senhor a escolhe para uma missão especial. Depois de atravessar pela “noite escura” das provações físicas, morais e espirituais, a partir de 22/02/1931, em Plock,o próprio Senhor Jesus Cristo começa a se manifestar à Irmã Faustina de um modo particular, revelando de um modo extraordinário a centralidade do mistério da misericórdia divina para o mundo e a história– presente em todo o agir divino, particularmente na Cruz Redentora de Cristo – e novas formas de culto e apostolado em prol desta sua divina misericórdia. Descreve esta primeira visão:
Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (...) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (D. 47).

Jesus insistirá particularmente no seu desejo de instituir uma Festa em honra da Divina Misericórdia para toda a Igreja, o que haveria de se cumprir somente a partir do ano 2000. Todas estas vivências se encontram relatadas em seu famoso Diário, escrito entre 1934-1938 sob a orientação dos Padres Miguel Sopocko e Andrasz SJ, o primeiro deles beatificado a 28/09/2008.
Segundo um dos mais famosos estudiosos do mesmo, Pe. Ignacy Rózycki, no Diário – e numa das Cartas de Santa Faustina – encontramos, dentre outros, 83 revelações particulares especiais sobre o mistério e o culto da Divina Misericórdia. Ao longo do Diário descobrimos que Jesus a escolhe como secretária, apóstola, testemunha e dispensadora da divina misericórdia(nn. 965; 1142; 400; 570). Já pode ser considerado como um dos clássicos da espiritualidade católica, ao lado de História de uma alma, A prática do amor a Jesus Cristo, Filotéia e outros.

Páscoa

Assim como na vida de Santa Teresinha, Jesus pede também à Santa Faustina que se ofereça como vítima pelos pecadores. É a graça de poder viver aquilo que diz o Apóstolo: Completo em minha carne o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja(Cl 1,24; cf. Flp 1,20; 2Cor 12,10). Na Quinta-feira Santa de 1934, Jesus lhe revela o seu desejo que se entregue pela conversão dos pecadores. A este desejo Irmã Faustina respondeu prontamente com um ato de consagração no qual se oferece voluntariamente pelos pecadores. Desde essa ocasião, os sofrimentos que oprimiriam a religiosa polonesa foram a prova de que sua oferta fora aceita pelo Senhor.
Irmã Faustina levava uma vida muito austera, já antes de entrar no convento. Não perdia nenhuma oportunidade em oferecer suas penas pela conversão dos pecadores. Nos últimos anos de sua breve vida aumentaram os seus tormentos interiores e os padecimentos do organismo. Desenvolve-se uma tuberculose que lhe atacou os pulmões e os intestinos. Muito fraca, é levada ao convento Jósefów. Segundo um costume da comunidade, pede perdão às coirmãs pelas faltas cometidas – e afirma que morreria treze dias depois. Ao Pe. Sopocko diz (26/09): “Perdoe-me, padre, agora estou ocupada no colóquio com o Pai Celeste. Aquilo que tinha para dizer, já disse”.
No dia da sua morte ela recebe o viático do Pe. Andrasz. Pede mas logo recusa uma injeção, dizendo: “Deus exige sacrifício”. Plenamente unida a Deus, na presença da irmã Ligoria, erguendo os olhos para o céu, Irmã Faustina falece com fama de santidade às 22h45min do dia 5/10/1938, com apenas 33 anos de vida. O seu corpo foi depositado no cemitério do convento em Cracóvia-Lagiewniki.
A situação na Europa se agravava. Hitler havia invadido a Áustria (11/03/1938). A Polônia entra num período tempestuoso quando Berlim e Moscou dividiram o seu território (22/09/1939). Irmã Faustina rezava pela Polônia. Em setembro de 1938, a jardineira irmã Klemensa foi visitá-la no hospital. Faustina estava reduzida a pele e ossos. Klemensa lhe perguntou: “O senhor Jesus te disse se haverá guerra?”. – “Haverá guerra”, respondeu ela. E depois acrescentou: “...A guerra durará muito tempo, haverá muitas desgraças. Sofrimentos terríveis cairão sobre as pessoas” (in Bergadano, Elena, Faustina Kowalska. Mensageira da Divina Misericórdia, Paulinas, S. Paulo, 2006,p. 81).
Há inúmeros relatos de graças alcançadas por sua intercessão a partir da morte da Ir. Faustina. Um deles se refere a um fato ocorrido durante a II Guerra, assinado por Miquelina Niewiadomska em Varsóvia, ano de 1946:
“Como mensageira do exército clandestino da Polônia, levava um dia um maço de jornais e documentos importantes da imprensa subterrânea, num cesto vulgar, aberto, de modo a não chamar a atenção. Numa paragem, o tranvia [transporte] foi abordado pela polícia da Gestapo, que começou a inspecionar os passageiros. Antes que eu desse conta, estava a meu lado. Apanhada de improviso, sabia que não tinha maneira de escapar e deitei o cesto no chão. O que estava dentro caiu, com o livrinho intitulado ‘Jesus, eu confio em Vós’ por cima de tudo. Um dos policiais baixou-se para o apanhar e em voz baixa segredou-me: ‘E eu também confio n’Ele’, e, voltando-se, permitiu que eu apanhasse os papéis” (in Andrasz-Sopocko, A misericórdia de Deus. A única esperança da humanidade, 2ª ed., Tipografia Porto Médico L.da, Porto, 1956, pp. 88s).

O processo informativo para a canonização da Irmã Faustina se iniciou em 1965. O Cardeal Karol Wojtyla o encerra com uma sessão solene no dia 20/09/1967. Anos depois (1978) Karol Wojtyla se tornaria o Papa João Paulo II, e por suas mãos Irmã Faustina seria beatificada (1993) e canonizada (2000), tornado-se assim a primeira santa canonizada no III Milênio cristão. O milagre que permitiu a sua canonização foi a cura do Pe. Romualdo P. Pytel que sofria de “estenose aórtica predominante, calcificada e localizada na bicúspide, com insuficiência aórtica associada, e descompensação cardíaca esquerda” (in Laria, Raffaele, Santa Faustina e a Divina Misericórdia, Paulus, Apelação, 2004, p. 84). A data de sua celebração litúrgica é o dia 5 de outubro, que marca seu nascimento para o céu.

Caro devoto e apóstolo de Jesus Misericordioso:
Se você deseja conhecer mais sobre a vida desta grande cristã, adquira o Diário de Santa Faustinae a biografia escrita por Sophia Michalenko, intitulada: Misericórdia – Minha Missão, através do nosso Apostolado.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Os preparativos para a Semana Missionária

Tem muita gente pensando e trabalhando para que a Semana Missionária - dias que antecedem a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013 - desperte no coração da juventude e de toda a Igreja no Brasil a realidade que inspirou o Documento de Aparecida: somos “Discípulos Missionários”.

Nesta semana, os assessores das Comissões Episcopais Pastorais: da Juventude, Ecumenismo, Ministérios Ordenados, Caridade Justiça e Paz, Educação e Cultura, representantes dos Salesianos, Regnum Christi e das Pontifícias Obras Missionárias, se reuniram para debater e planejar as atividades que serão propostas para as dioceses, em todo o país, vivenciarem com os jovens brasileiros e peregrinos estrangeiros, nesta Semana Missionária.

A finalidade desta programação é revelar a identidade eclesial da juventude, redescobrir seu valor e sua força evangelizadora, tão essencial para a Vida e Missão da Igreja, os frutos que se esperam são concretos e duradouros dentro desta dimensão. O foco da programação é atingir a todos: brasileiros e estrangeiros, para que se envolvam em atividades missionárias, culturais, ação social, tudo à Luz do tema da JMJ Rio 2013 “Ide e fazei discípulos todos os povos”.

A corrida é contra o tempo para finalizar a programação, a fim de que este material chegue às Dioceses do Brasil e seja uma base, uma direção para tudo que será realizado nestes dias da Semana Missionária, obviamente dentro da realidade de casa Igreja particular.

Que o clima da Jornada Mundial da Juventude invada o coração de todos nós, não apenas da juventude, a fim de que desde o dia 17 de julho, quando começa a Semana Missionária até o dia 28 de julho no encerramento da JMJ Rio 2013 tenhamos um país verdadeiramente Discípulo Missionário de Cristo Jesus.
 
Fonte; Site da CNBB do Brasil. Link: http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/9037-os-preparativos-para-a-semana-missionaria

sábado, 7 de abril de 2012

Homilia do papa bento XVI sobre a sexta-feira santa


Queridos irmãos e irmãs!

Acabamos de recordar, através das meditações, da oração e dos cânticos, os passos de Jesus no caminho da Cruz: um caminho que parecia sem saída e, no entanto, mudou a vida e a história do homem, abrindo a passagem para «os novos céus e a terra nova» (cf. Ap 21, 1). De modo especial neste dia de Sexta-Feira Santa, a Igreja celebra, com profunda adesão espiritual, a memória da crucifixão do Filho de Deus e, na sua Cruz, vê a árvore da vida – árvore fecunda duma nova esperança.

A experiência do sofrimento marca a humanidade e, naturalmente, a família. Quantas vezes o caminho se torna cansativo e difícil! Incompreensões, divisões, preocupação com o futuro dos filhos, doenças, incômodos de vários tipos. Para além disso, a situação de muitas famílias vê-se agravada, hoje em dia, pela precariedade do emprego e outras consequências negativas provocadas pela crise econômica. O caminho da Via-Sacra, que acabamos de percorrer espiritualmente nesta noite, é um convite feito a todos nós, e de modo especial às famílias, para contemplarmos Cristo crucificado a fim de termos a força de ultrapassar as dificuldades. A Cruz de Jesus é o sinal supremo do amor de Deus por cada homem, a resposta superabundante à necessidade que toda a pessoa sente de ser amada. Quando passamos pela prova, quando as nossas famílias enfrentam o sofrimento, a tribulação, olhemos para a Cruz de Cristo! Nela encontraremos a coragem para prosseguir o caminho, podendo repetir, com firme esperança, estas palavras de São Paulo: «Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? (…) Mas, em tudo isso, somos mais que vencedores graças Àquele que nos amou!» (Rm 8, 35.37).

Nas tribulações e dificuldades, não estamos sozinhos; não está sozinha a família: Jesus está presente com o seu amor, sustenta-a com a sua graça e dá-lhe a força para prosseguir, enfrentando os sacrifícios e superando qualquer obstáculo. E, quando os desvarios humanos e outras dificuldades põem em risco e ferem a unidade da nossa vida e da nossa família, é para o amor de Cristo que devemos voltar-nos. O mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo encoraja-nos a continuar com esperança. Se forem vividos com Cristo, com fé n’Ele, os dias de tribulação e de prova trazem já dentro de si a luz da ressurreição, a vida nova do mundo ressuscitado, a páscoa de todo o homem que crê na sua Palavra.
Naquele Homem crucificado que é o Filho de Deus, mesmo a própria morte ganha novo significado e orientação, é resgatada e vencida, torna-se passagem para a nova vida: «Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, continua só um grão de trigo; mas, se morrer, então produz muito fruto» (Jo 12, 24). Confiemo-nos à Mãe de Cristo. Ela que acompanhou o seu Filho ao longo da via dolorosa, Ela que esteve aos pés da Cruz na hora da sua morte, Ela que encorajou a Igreja desde o seu nascimento a viver na presença do Senhor, conduza os nossos corações, os corações de todas as famílias, através do vasto mysterium passsionis rumo ao mysterium paschale, rumo à luz que irrompe da Ressurreição de Cristo e manifesta a vitória definitiva do amor, da alegria e da vida, sobre o mal, o sofrimento e a morte. Amém.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Domingo de Ramos: dia da Coleta Nacional da Solidariedade

No próximo domingo, dia 1º de abril, dioceses, paróquias e comunidades de todo país celebrarão o Domingo de Ramos, dia em que os cristãos de todo o mundo fazem memória a entrada de Jesus em Jerusalém. É nesta data que a Igreja realiza a Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto da Campanha da Fraternidade, em que todas as doações financeiras realizadas pelos fiéis farão parte dos Fundos Nacional e Diocesano de Solidariedade.

Voltado para o apoio a projetos sociais, os fundos são compostos da seguinte maneira: 60% do total da coleta permanecem na diocese de origem e compõe o Fundo Diocesano de Solidariedade e 40% são destinados para o Fundo Nacional de Solidariedade. O resultado integral da coleta da Campanha da Fraternidade de todas as celebrações do Domingo de Ramos será encaminhado à respectiva diocese.
 
Fonte: Site oficial da CNBB. Link: http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/8952-domingo-de-ramos-dia-da-coleta-nacional-da-solidariedade

segunda-feira, 26 de março de 2012

“Em breve nos veremos e na graça de Deus vamos caminhar juntos”, monsenhor José Luiz Gomes Vasconcelos


Exmo. Sr. Arcebispo Metropolitano de Fortaleza, Dom Jose Antônio Aparecido Tosi Marques; Excelentíssimo Sr. Bispos Auxiliar de Fortaleza e Dom Rosalvo Cordeiro de Lima, Excelentíssimo Sr. Bispo Eleito para Pesqueira Dom José Luís Ferreira Sales; reverendíssimos padres e diáconos; estimados religiosos e religiosas, seminaristas, consagrados(as), missionários(as) que atuam nesta desde já tão amada Arquidiocese de Fortaleza, estimado Povo de Deus! A todos vós saúde e paz da parte de Deus nosso Pai e de Jesus nosso Redentor!
Desde a minha mais tenra juventude escutei o eco de um chamado feito por Jesus ao Apóstolo Pedro: “Pedro, tu me amas? Apascenta as minhas ovelhas!” (Jo21,17) A pergunta e a ordem dadas por Jesus sempre me inquietaram. Sentia no meu hoje, que Jesus estava a perguntar-me: José Luiz, Tu me amas? E nunca, jamais, hesitei em dar a mesma reposta de Pedro: “Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo!” E, por causa deste amor por Jesus, acolhi, como Pedro, a missão de apascentar suas ovelhas. Passei a amar verdadeiramente essas ovelhas porque elas são de Jesus, o maior amor de minha vida. Vejo que o rebanho é diferenciado: existem ovelhas gordas, ovelhas fiéis, ovelhas que conhecem à voz do Pastor; mas também encontro ovelhas doentes, sofridas, perdidas, e até extraviadas e rebeldes! Amo a todas, todavia! Amo a todas sem distinção. E, se tenho preferência por algumas, o meu amor preferencial é pelas mais necessitadas.
A este rebanho de Jesus decidi definitivamente consagrar minha vida. No dia 09 de dezembro deste ano faz 23 anos que esta consagração se efetuou quando fui ordenado presbítero, pastor do Povo de Deus com o lema: “Tu me amas? Apascenta as minhas ovelhas”. Fui e sou um sacerdote feliz. Por 16 anos exerci o pastoreio como Administrador Paroquial e Pároco em duas grandes Paróquias, colaborando com a pastoral da Diocese de Garanhuns. Porém, há quatro anos, o Senhor me chamou para cuidar dos seus “cordeiros”, cordeiros escolhidos, jovens seminaristas em processo de discernimento vocacional de cinco dioceses do interior de Pernambuco em Caruaru. Que missão árdua, porém, gratificante! Cuidar dos futuros pastores da Igreja! Garantir a sucessão da missão.
Finalmente, a Igreja me convoca para algo mais. O Bom Pastor assim me diz: “Tenho outras ovelhas que não são deste rebanho”, e convida-me a deixar agora estes “cordeiros” para cuidar deste novo rebanho. Qual a minha resposta? “Eis-me aqui Senhor!” Afinal são sempre tuas ovelhas e teus cordeiros, o teu rebanho. O Senhor insiste comigo: “Pasce oves meas” – “apascenta minhas ovelhas”, (Jo 21,17) será meu lema episcopal, sem esquecer que a esta ordem antecede a pergunta sempre oportuna: “Tu me amas?”.
Sinto-me agraciado em ter sido chamado por aquele que sucede ao Apóstolo São Pedro para compor o colégio dos sucessores dos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo e de receber a plenitude deste sacerdócio que tanto amo. Sinto-me pequeno e indigno de tal missão e responsabilidade, mas creio que quando o Senhor chama, concede àquele que é chamado as graças necessárias para desempenhar esta missão.
Coloco-me a disposição do chamado de Jesus o Bom Pastor. Peço a Deus a graça de ser fiel. Fiel ao Santo Evangelho, fiel a Santa Madre Igreja, fiel ao Santo Papa o Papa, fiel aos apelos desta Arquidiocese da “Terra do Sol”, fiel à opção preferencial pelos pobres e as prioridades da Igreja no Brasil. Eis-me aqui Senhor!
Se procurarem em mim um teólogo, um perito em direito canônico, um zeloso administrador, terão que esperar um pouco, tenho muito a aprender. Se, porém, procurarem em mim um Pastor, tenho algo a oferecer.
Desde já roguem a Deus por mim, para que seja capaz de superar os meus limites humanos e servir com qualidade e fidelidade, mas, sobretudo, com muito amor, a esta Arquidiocese confiada ao Patriarca São José. Que por sua intercessão, possamos juntos, dar continuidade a uma bela história. História de fé, de esperança, de amor; enfim, de salvação.Em breve nos veremos e na graça de Deus vamos caminhar juntos.
Fraternalmente: Pe. José Luiz Gomes de Vasconcelos.